Anatel diz que mudará designação dos canais de 60 a 69 UHF

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Mariana Mazza, de Brasília - TELA VIVA News
27.07.2007
A Anatel tem um grande desafio pela frente para conseguir encaixar todos os canais de TV digital nos espectros congestionados das diferentes cidades. Nos próximos três meses, os técnicos da agência irão se dedicar à criação de um modelo de distribuição de canais que não comprometa a entrega futura de freqüências, sobretudo nas grandes cidades, onde os espaços para manobra são limitadíssimos. Para evitar problemas, a Anatel pensa, desde já, em alterar a designação dos canais 60 a 69, atualmente usados pelas repetidoras de sinais de televisão aberta. Hoje essas repetidoras usam a faixa em caráter primário. A reguladora irá manter o serviço, mas apenas em caráter secundário, para abrir espaço para a transmissão digital.

A mudança deve ser encaminhada pela área técnica ao conselho da Anatel apenas em meados de outubro, junto com as demais mudanças que estão sendo traçadas para a remoldagem do espectro visando comportar os novos canais digitais. A preocupação maior é garantir que não faltem canais no futuro por conta da alta concentração demográfica em algumas regiões. Locais como a capital paulistana tem se mostrado um desafio para a reguladora pelo potencial de interferência entre as emissoras. Essas interferências podem limitar o uso do espectro, prejudicando a distribuição dos canais. E será muito difícil abrir espaço para novos players.

Além de São Paulo, outras duas cidades importantes já estão com seus planos de distribuição de espectro desenhados. São elas Rio de Janeiro e Brasília. No entanto, a Anatel não deve divulgar tão cedo esses planos, por conta da análise detalhada que está sendo feita para a região de São Paulo. Como a área paulistana é a mais complexa nas questões de interferência, ela será usada como parâmetro de adaptação das demais cidades quando o estudo for concluído.

Outra dificuldade é a necessidade de que existam canais digitais e analógicos em funcionamento simultâneo durante todo o período de transição para o novo sistema de transmissão de TV, que durará 10 anos. A limpeza dos canais 60 a 69 não será suficiente para solucionar esse impasse e, por isso, a questão está sendo discutida com o Minicom. Por enquanto, apenas no canal 69 há perspectivas de caber ambos os sinais, analógico e digital.

Com relação às operações das repetidoras e retransmissoras de TV que atualmente usam esses canais, a expectativa é de que, ao longo do processo de transição, esse serviço será naturalmente transferido para os satélites. Hoje, as grandes empresas do setor já utilizam capacidades dos satélites em operação para repetir os seus sinais para suas afiliadas.

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